sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Olha que bonito!!!
Ex-deputado do PSD detém maioria do Fundo que gere terrenos do Aleixo
Ana Caridade Grande Porto 20-11-2009 11:40 Foto : António Rilo
Mais de metade do Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII) que detém os terrenos do Bairro do Aleixo está nas mãos de um antigo deputado do PSD. Vítor Raposo, ex-colega de Rui Rio na bancada social-democrata, detém 60 por cento das unidades de participação do FEII, sendo que os restantes são divididos entre a ESPART, com 30 por cento, e a Câmara do Porto, com 10 por cento.
Vítor Raposo, de 43 anos e que actualmente se apresenta como empresário, foi deputado da VI legislatura, entre 1991 e 1995, altura em que Cavaco Silva era Primeiro-Ministro.
Para subscrever os 60 por cento do FEII, Vítor Raposo terá que desembolsar 3 milhões e 600 mil euros, uma vez que o valor inicial do fundo ascende a seis milhões de euros.
No contrato assinado entre a Câmara do Porto e a GESFIMO – Espírito Santo Irmãos, Sociedade Gestora de Fundos Imobiliários, SA, no artigo 8º, referente à Constituição e Gestão do FEII pode ler-se que a GESFIMO “assume a obrigação de promover a constituição de um fundo especial de investimento imobiliário fechado de subscrição particular e de subsequentemente o gerir”.
Diz-se ainda que o FEII será constituído por um capital de seis milhões de euros e terá como “participantes fundadores o Senhor Vítor Raposo (ou uma sociedade de que este seja sócio maioritário), que subscreverá 60% das unidades de participação (…) a ESPART – Espírito Santo Participações Financeiras (SGPS), SA (ou outra entidade do Grupo Espírito Santo), que subscreverá 30%”. A Câmara do Porto com os restantes 10 por cento.
Na qualidade de investidor, Vítor Raposo participou nas quatro sessões de negociação que juntou à mesma mesa representantes da câmara e os administradores da GESFIMO. Segundo o GRANDE PORTO apurou, o ex-deputado social-democrata, natural de Bragança, é dono de mais de 30 empresas de diferentes ramos de actividade, entre elas a Entremonte, uma sociedade de construção civil com sede no Porto. Até ao fecho desta edição o GRANDE PORTO tentou contactar Vítor Raposo, que não se mostrou disponível para prestar qualquer esclarecimento.
De acordo com o plano de negócios apresentado pela GESFIMO, a operação imobiliária deverá representar uma margem líquida de lucro de mais de 26 milhões de euros, sendo que a Taxa Interna de Rentabilidade Anual expectável ronda os 22 por cento.

2 comentários:

Anónimo disse...

OS GRANDES NEGÓCIOS SÃO TODOS FEITOS POR ELEMENTOS DO PSD,E OS NEGÓCIOS DE SUCATAS SÃO DO PS, PÇORQUE O PS É GERIDO POPR UMA CAMBADA DE SUCATEIROS.

Des Contente disse...

Pois dói, nós sabemos que os laranjinhas andam fulos, quem está no poder está sujeito a que lhe "remexam os papeis", o que ninguém tem coragem de dizer é que estes casos que agora estão na berra têm todos um denominador comum, Cavaco Silva.