quinta-feira, 7 de maio de 2009

Críticas à lei do financiamento incomoda socialistas
Nós também teríamos votado contra, tal como António José Seguro... (PB)
(Público) 07.05.2009, Nuno Simas
A "chuva" de críticas dos últimos dias, incluindo do ex-deputado socialista João Cravinho, à nova lei do financiamento dos partidos, incomodou a direcção da bancada do PS. Um incómodo admitido abertamente por vários deputados. O suficiente para o vice-presidente do grupo parlamentar Ricardo Rodrigues, um dos negociadores da nova lei, ter chamado ontem os jornalistas para "esclarecer de uma vez por todas" que o novo diploma não abre a porta a "financiamentos obscuros". "Uma mentira repetida várias vezes, passa por verdade", advertiu. "Não há 'dinheiro vivo' a entrar nos partidos políticos sem documentação. Qualquer que seja a proveniência, seja para pagamento de quotas, seja para um evento em concreto, seja para um evento do tipo Festa do Avante!, todos esses eventos têm de estar documentados", afirmou Ricardo Rodrigues. Uma declaração dirigida a quem "não estudou" ou sequer "leu a lei". E a lista tem vindo a crescer.
A começar pelo fiscalista Saldanha Sanches, que, no dia da votação, alertou para o "regresso das malas de dinheiro".
E também João Cravinho, ex-deputado do PS, autor de um pacote de combate à corrupção, que terça-feira, à Rádio Renascença, fez um apelo à intervenção do Presidente da República. Porque o diploma, disse, é "um atentado ao bom funcionamento das instituições democráticas", "uma pouca-vergonha" e uma "porta aberta à corrupção". "Abrir a porta a uma entrada de 1.250.000 euros em dinheiro, sem qualquer fiscalização, sem qualquer contraprova? Mais vale dizer que está aberto o leilão à corrupção".
Também ontem, mas ao Diário Económico, a procuradora-geral adjunta Maria José Morgado disse que a subida dos donativos em dinheiro "aumenta a opacidade no financiamento" dos partidos.
A lei foi negociada e aprovada por todas as bancadas, à excepção do socialista António José Seguro, que votou contra.
Matilde Sousa Franco, também do PS, absteve-se.
Apesar de terem seguido o sentido de voto das suas bancadas, Vera Jardim (PS), Matos Correia (PSD) e Telmo Correia (CDS) apresentaram declarações de voto.
A lei aumenta para o dobro os limites de dinheiro que os partidos podem receber em angariações de fundos (de 1500 para 3000 Indexantes de Apoios Sociais) e de 50 para 3000 o valor que os partidos podem receber em "dinheiro vivo", em quotas e contribuições. Em angariações de fundos, o limite passou de 639 mil euros/ano para 1278 mil euros.

3 comentários:

Anónimo disse...

Porque deve votar-sw contra...mas e o dinheirinho para pagar as Campanhas?

Sai do BOLSO DE ALGUÉM?


TRETAS...até Alegre já se rendeu.

Primo de Amarante disse...

Dizia-me há uns anos atrás, no Ateneu Comercial do Porto, o major Valentim: "com documentos é que se engana o Fisco".

Lembro-me sempre da sabedoria do Major, presidente da Câmara de Gondomar, sempre que ouço dizer que o dinheiro vivo (expressão curiosa! - quem está vivo mexe-se.) não entra nos partidos sem documentos.

Outra questão: já viram o Bentely do sr. Arquitecto Orlandinho Gaspar, presidente da Comissão Política Concelhia?!...

Pensavam que um arquitecto recém formado na Lusíada (e logo na Lusíada!...) não seria um rapaz de sucesso?!...

Olhem para o orlandinho, vejam a sua azáfama laboral com projectos em Baião e presume que noutras autarquias e tenham inveja do seu Bentley!

Este político vem na linha dos que acreditam no "socialismo da abastança" e, não estão com meias-medidas, dão, desde o início, exemplo da sua crença.

Penso que o tio do Sócrates é engenheiro e também tem um Bentley.!!!!...

José Silva disse...

Isto não vou classificar. Continuam a broncar connnosco.
O neoliberalismo não tem alternativa pelo que se vê e vai continuar.
O capitalismo americano responde melhor e daqui or 1 ano já ninguém se lembra da roubalheira e do jogo de bolsa.
Só que a Europa vai ficar em maus lençois. Desta vez rebenta mesmo e leva-nos a todos na enchurrada.
Alguémouviu uma proposta da Internacional Socialista?
Alguém já ouviu alguma proposta para alterar este modelo económico que ns leva à desgraça?
Alguém vê mudanças nos partidos?
São os mesmos que vão mudar isto e nòs batemos palmas nos jantares?
Quando e que ste POVO acorda?